quarta-feira, 28 de abril de 2010

Lover Mine — JR Ward

Postado por Lidy às 4/28/2010 01:27:00 AM
Como começar a falar de um livro que esperei por quase um ano, sem deixar escapar alguns spoilers de arrepiar os cabelos? Bem, vamos para o mais fácil: a Irmandade da Adaga Negra está finalmente sendo publicada no Brasil (sob os títulos “Amante Escuro” e “Amante Eterno”, e não, não comprei por falta de recursos. Yeah.), e entre a espera de uma chegada em português e outra, e as publicações aleatórias da Warden, os leitores estão loucos para saber que fim — ou começo — o misterioso, fofo e inseguro John Matthew e a cold-hearted bitch Xhex levaram. Pois bem, o momento de espera acabou! E esta blogueira que aparece esporadicamente pede os mais sinceros perdões, pois no momento da escrita deste post, estava influenciada por Lover Mine. Sem enrolação, vamos àquela que será a resenha mais longa publicada aqui: Nas esquinas mais escuras na noite de Caldwell, Nova York, há um conflito como nenhum outro. Há muito dividida como um aterrorizante campo da batalha dos vampiros e seus inimigos, a cidade é o lar de um grupo de irmãos nascidos para defender sua raça: os vampiros guerreiros da Irmandade da Adaga Negra. John Matthew passou muita coisa desde que foi encontrado vivendo entre humanos, sua natureza vampiresca desconhecida para ele e para aqueles a seu redor. Depois de ser pego pela Irmandade, ninguém poderia imaginar qual era sua verdadeira história — ou sua verdadeira identidade. Na verdade, o falecido Irmão Darius retornou, mas com um rosto e um destino muito diferentes. Quando uma vingança pessoal e viciosa leva John ao coração da guerra, ele vai precisar chamar sobre quem ele é agora e quem ele foi um dia para enfrentar o mal encarnado. Xhex, uma assassina sympath, se protegeu há muito contra a atração entre ela e John Matthew. Já tendo perdido um amante para a loucura, ela não vai permitir que o macho de valor caia na escuridão de sua vida tortuosa. Entretanto, quando o destino intervém, ambos descobrem que amor, como destino, é inevitável entre almas gêmeas. Minha opinião: Querida Virgem Escriba no Fade! Desde o primeiro momento eu soube que me esbaldaria com esse livro. Anteriormente, a Warden tinha prometido que ia caprichar, para fazê-lo o melhor livro que ela já escreveu. E não é que ela cumpriu a promessa? O fim de Lover Avenged deixou um gancho cara-de-pau para a história de John e Xhex ser finalmente acertada, e apesar de eu estar temporariamente zangada com ele, percebi no mesmo instante que a zanga não duraria muito. O motivo é simples: apesar de seu comportamento egoísta e um tanto infantil, John ainda é quem é/foi, e permanecia como um dos personagens que mais gostei. Então, quatro semanas após o resgate de Rehvenge, Xhex ainda está desaparecida. Rehvenge tentou encontrá-la nos cafundós da colônia sympath, sem sucesso, o que levou os Irmãos a imaginarem que ela só podia estar com Lash. O filhotinho do Ômega a seqüestrara, com a intenção de se vingar por ela ter matado a Princesa sympath, mas ao perceber o quanto Xhex era forte, ele começa a se apaixonar por ela e deseja que ela a) se transforme na primeira lesser fêmea e b) se torne mãe dos netinhos do mal. O que ninguém contava era que, apesar de mantê-la presa, Lash conseguiu fazê-lo bem debaixo do nariz da Irmandade, com a ajuda de um feitiço que a deixava invisível e inaudível para todos, exceto para ele mesmo. Enquanto ela sofre estupros e fome (tanto de comida quanto de sangue), John decide esconder o amor que sente por ela, pois, na opinião dele, a Irmandade iria querer outra shellan. E também Xhex deixou muito claro que nunca corresponderia aos seus sentimentos, fossem eles quais fossem. Ferido em seu orgulho e com sede de vingança, o homem decidiu dar férias ao bom senso e cuidar de trazê-la de volta, viva ou morta, de qualquer jeito. Como forma de simbolizar seus sentimentos por ela, ele tatua o nome de Xhex nas costas e pede ajuda a Trez e iAm. Eventualmente, ela escapa das garras de Lash, e John a encontra. Ferida, assustada e muito mal, ela quase o ataca, porém sua defesa cai ao vê-lo e lembrar a expressão dele ao encontrar seu cativeiro e imaginá-la morta. Ele a leva para a mansão da Irmandade, e, numa tentativa de fazê-la menos traumatizada, ele decide lhe dar algum espaço e ser apenas um apoio, um ombro amigo. Quando as coisas começam a se acertar, Xhex percebe que não poderia deixar seus sentimentos por ele interferirem e colocarem John em perigo. A solução agora era lutar contra todas as barreiras que havia entre eles, começando pelo fato de ela não conseguir confiar, permitir-se amar ou ser amada, passando pelo problema de comunicação, pelas idéias idiotas de John a respeito de não ter valor, pelo passado, pela necessidade de ambos se descobrirem e se aceitarem. SPOILERS! SE VOCÊ NÃO GOSTA DE SPOILERS, NÃO LEIA O QUE VEM A SEGUIR! Aviso dado... Vou fazer uma breve descrição do que mais me chamou a atenção: Xhex: eu sabia que a adorava por uma razão. A mulher é forte, uma sobrevivente, que sempre se recusa a desistir, apesar de perder a esperança. Assim como Mary, ela sabe o que quer, e entende que só vai conseguir se se esforçar. Vê-la se desenvolver como pessoa, aceitando algumas coisas inevitáveis, se perdoando, e aprendendo a amar é ótimo. E vê-la admitir que precisar de ajuda não é sinal de fraqueza, mas força interior, é emocionante. John: me recuso a falar sobre o John-que-é-Darius. Só isso: o John que eu queria conhecer mais profundamente está aí, tão amável quando o menino esquelético que marca presença em “Amante Eterno”. Mais maduro graças aos acontecimentos recentes, ele percebe que o homem que um dia foi seu amigo, e que agora é seu pai, nunca deixou de amá-lo, e o comportamento que o menino necessitado de amor via como egoísta e desinteressado era o reflexo da dor mais profunda que uma pessoa pode suportar. A cena em que ele encontra o cativeiro de Xhex e começa a chorar ao ver sangue é maravilhosa, especialmente porque enquanto ele chora, é observado por ela e pelos Irmãos; ele sofre por imaginá-la morta, mas não faz a menor idéia de que ela está viva, ferida, pedindo sua ajuda e precisando dele. Blay e Qhuinn: todos se perguntavam se algum dia eles se resolveriam, e a resposta aqui é difícil. Enquanto Qhuinn finge que não ama Blay, o ruivo começa a se envolver de outra forma, com outra pessoa... Sinal de confusão. Lash: MORRA!!! Tohr/Darius: ainda chorando a perda de Wellsie, Tohr é o responsável pela melhor frase do livro. Sua participação, no entanto, é melhor nos flashbacks de Darius, que relatou a vida da Irmandade no século XV. Aliás, é incrível como uma boa amizade pode influenciar uma pessoa, pois eu tenho certeza de que toda aquela educação e respeito de Tohr não foram ensinados pelo pai. E algumas coisas que damos como certas, simplesmente são uma bolachinha do pacote... No’One: é, a Escolhida-do-manto-negro teve uma vida escabrosa. Ruim mesmo. O desenrolar da história dela não é óbvio, daquela que a gente lê a primeira linha e diz “É isso mesmo, eu sabia!”, mas conforme as coisas se acertam, passamos a entender algumas coisas. Payne: livre da animação suspensa, Payne aproveita a chance de lutar com Wrath para deixar claro sua posição em relação às Escolhidas — de jeito nenhum ela se tornaria uma delas. E apesar do amor presente entre ela e o Rei Cego (é só ver a surra que eles se dão), Wrath é o responsável pelo fim que teve em LM. Murhder/A equipe de TV: não vou dizer que entendi essa coisa toda, mas se minha linha de pensamento estiver correta, o ex-amante de Xhex tem muito papel para desempenhar — e por uma conversa que ele teve (“Você tem sorte em ter aquela que deseja ter ao seu lado, então pare de ser um cego idiota a esse respeito”), atrapalhar a vida dela é uma delas. Aliás, o cara é doidão, mas é impossível não gostar dele — como eu disse, o homem é doido. E que inferno de nome é “Eliahu”? Então, eu amo LM. Acho que esse foi o livro mais romântico depois de “Lover Revealed”, e tem início, meio e fim, o que faz o leitor se preocupar com o destino dos personagens. Quero muito o livro de Payne, porém, como sempre, afirmo: Darius e Tohr ainda são meus preferidos, e como já li o livro de Darius, mal posso esperar pelo do Tohr — e esqueci de dizer: o jovem Tohr é uma graça, e a química dele com No’One me deixou mais tranqüila a respeito daquilo-com-Wellsie. Certamente, se eu costumasse avaliar os livros com estrelinhas, de cinco, eu daria seis. LM cumpriu com todas as minhas expectativas — ou a maioria delas —, e me deixou com gosto de quero mais. E que venha Payne!

7 comentários:

Karteto on 28 de abril de 2010 08:40 disse...

MEEEELLLLLLDELLLLLS!!!!

Eu não vejo a hora de ler LM... E principalmente de ter o livro nas minhas mãos. Quero a coleção inteeeeira na minha estande! rs

Meu anjo, com esse texto cheio de novidades, delicias de spoilers, judiou ainda mais do meu pobre coração...

Que frase foi esse do Thor?
Quero ler a luta da Payne com o Rei cego! auauhahuauh
eu quero blay e qhuinn!
e com toda a certeza, quero conhecer mais sobre a No'one! Adoro demaaaais o Thor.

Agora, rumo a uma nova etapa de sofrimento pela espera de mais um novo livro.

BEIJÃÃO =D

Mara on 29 de abril de 2010 21:42 disse...

Cunhada querida... estou em estado catatônico... sua resenha é simplesmente eletrizante...rs

E admito... to "quase" sucumbindo aos Adagas... ai cunhada... vc é demais...

Parabéns pela resenha...Perfeita!!!

To anotando tudo... pra quando começar a leitura... estar antenada...e não fikar boiando...

Bjos
MARA MURRAY

Lidy on 29 de abril de 2010 23:18 disse...

Karteto, se eu disser que passei a madrugada de segund/terça lendo "Lover Mine" para poder postar logo aqui, você iria acreditar? rs A espera vai valer à pena.

O Tohr é um doce! E a No'One... Adorei a criatura, quero que ela apareça mais no livro da Payne.
A frase que eu mencionei foi quando ele começa a pensar nos momentos que a gente passa com uma pessoa, sem imaginar que pode ser o último. Partiu meu coração, chorei muito... E ainda continuo muito apaixonada por ele. kkkkkkkkkkkk

Ah, a luta de Payne e Wrath foi ótima. Até fiquei com dó dele, dada a intensidade da guria.
Blay e Qhuinn são figuras singulares. Quero mais! Sou totalmente Team Qhuay.

***

Cunhada querida, que é isso de ""quase" sucumbindo"? Você jurou que ia começar os Adagas na segunda. Ora!

Anônimo disse...

Será que entendi bem? Você disse amor entre Wrart e Payne? De que tipo de amor vc fala? Eu acho que você pensa o mesmo que eu: nosso rei agora ama Payne. Disse isso para outras irmãs da Adaga após ler o livro e quase apanhei. Agora só vou saber se tenho razão no próximo livro.Snif... Snif...

Lidy on 9 de maio de 2010 00:29 disse...

Amor entre Wrath e Payne: relação carinhosa, entre tapas e... bem, mais tapas. rs Foi ironia, mas deu pra eu perceber que ele se preocupa muito com ela. Ainda mais agora, que ela é uma das razões que ele sabe que não é inútil, como achava.

Lidy on 9 de maio de 2010 00:31 disse...

Completando: claro que Wrath ainda adora Beth, e Payne é meio que uma irmãzinha, ou uma priminha pentelhinha pra ele. Como sempre, ele gosta de todas as shellans, só que Payne apareceu num momento em que as outras pensassem em fazer com ele o mesmo que ela faz. Pra ela, ele só Wrath, não o Rei.

Mônica Vidal on 20 de agosto de 2010 16:44 disse...

Oi! Jura q vc gostou de LM? Pô, achei muito fraco...só não achei pior que Lover enshired (o do Phury) que esse livro me fez querer espancar a Ward por ter escrito uma história tão fraca para o Phury. Mas enfim, sei lá, acho que o motivo principal de eu ñ ter gostado de LM se deve ao fato de eu nunca ter simpatizado coma Xhex...não rolou, sabe?! E tb não consegui superar minha raiva do John por ele ter tido umas atitudes totalmente infantis com relação ao Tohr...bom, tô muito na torcida para que o livro da Payne seja bom, principalmente porque a Ward já falou que o V vai aparecer bastante no livro e eu AMO o V mais q tudo.

Bjssssss

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