domingo, 5 de fevereiro de 2012

Brilho no Olhar - Natalie Anderson

Postado por Mara às 2/05/2012 02:20:00 PM 2 comentários

Ela não deveria se aproximar de seu chefe mal-humorado…

Os opostos se atraem? Rude e rebelde, Lorenzo Hall é um homem que construiu a própria fortuna começando do nada. 

E agora ele tem um novo objetivo na vida: descobrir se sua assistente pessoal é tão certinha e recatada quanto parece.

É claro que Sophy deveria fazer de tudo para não deixá-lo se aproximar. Mas com aquele corpo e aquele brilho no olhar, seria muito difícil não ceder à tentação…

Meu Comentário:

Lorenzo Hall (Renz para os íntimos) é um homem inesquecível.

Dono de uma natureza indomável com um senso de humor pra lá de sensual, é impossível não se apaixonar por ele.

Uma mistura de Sakis Rouvas com Chris Evans, mudando olhos que são escuros e os cabelos negros que estão na altura do colarinho. Renz Hall é a personificação do proibido, do pecado.

Com um passado negro pesando sobre si, Renz não consegue deixar ninguém chegar perto o suficiente para tocá-lo.

Indigno de ser amado, sem chances de ser feliz... um homem capaz de vencer os obstáculos da vida, capaz de superar a pobreza e a violência, mas no entanto é incapaz de se entregar ao amor e ser feliz.

Há muito tempo não me empolgava tanto com um livro, talvez se deva ao fato de Renz me lembrar demais o meu melhor bad boy Roore Runaway, personagem de um romance que ainda estou escrevendo... e para as curiosas de plantão... num dos meus momentos poetisa consta uma passagem do livro... (clique aqui para ler).

Senti no Renz a mesma dor, a mesma desilusão, o mesmo espírito rebelde. Para ajudar ainda mais, Renz é um sedutor nato, e gente se Chris Evans aparece no filme Qual é o seu número? boa parte seminu, Renz rivaliza com ele nesse livro. São tantas cenas sem camisa, com a calça jeans de ziper aberto... que haja ventilador para esfriar os animos da pobre Sophy.
Digamos que a Sophy é o complemento que faltava para tornar essa história perfeita, uma pena eu não ser ela.

Enfim, nota 10.

Infelizmente esse livro ainda não se encontra disponível em e-book... mas assim que conseguir ele digitalizado coloco o link aqui.


E só para dar água na boca vou postar alguns trechos. 

Se a primeira impressão é a que fica... desfrutem a descrição do Renz!
Quando ela o viu a primeira vez, Renz estava jogando basquete solitariamente.

A bola quicou de volta para ele de novo. Ele a jogou para o lado e se encaminhou na direção dela. Sua calça jeans estava baixa e deixava à vista um pedaço de cueca. Ela não deveria, mas não conseguiu deixar de olhar.

Não havia gordura sob a pele, apenas músculos que se mostravam à medida que ele caminhava. O olhar dela foi atraído e ela pôde ver o peito másculo e cabeludo. Seus ombros eram retos e largos, e os braços, músculosos, e a pele brilhava de suor.
E pra quem gosta de emoção, senso de humor e muito calor... a segunda impressão é tão boa, ou melhor que a primeira:
Sophy achava que o encontro seria interessante. Ele não gostara de ter sido visto tão vulnerável. E, certamente não gostara da maneira como ela agira. Pelo pouco que conhecera dele, Sophy percebeu que ele gostava de estar no comando. Ela fora muito autoritária, provavelmente. Lorenzo iria exigir uma retratação. Mas de que jeito? Será que iria usar a sensualidade dele? Provavelmente não, ele era um perfeito playboy. Ela respirou fundo antes de bater na porta.
- Um minuto, por favor.
Sophy ficou aguardando, com os nervos à flor da pele. Porque a fazia esperar, será que queria deixá-la. Pois ele sabia, não é mesmo? Sabia bem o efeito que causava nela, ou em qualquer mulher. E ele usara isso a seu favor no seu apartamento, pois bastara um olhar, umas poucas palavras, e ela se derretera toda diante dele.
Pode entrar, agora - ele falou lá de dentro.
Ela abriu a porta e parou ali mesmo.
Lorenzo estava de pé junto à janela e de frente para ela. Usando calça jeans, sem camisa. A luz que entrava por trás formava uma aura de brilho em torno do seu corpo. Nem precisava de tanto, ele já era deslumbrante sem isso.
O torso dele era bronzeado e sem sinais de suor, mas ela queria vê-lo molhado novamente. Queria passar as mãos nele e deixa-lo quente de desejo.
Desde quando tinha fantasias sexuais com um estranho? Esses impulsos incontroláveis de luxúria? Devia estar sendo influenciada pela imagem irresistível daquela pele maravilhosa.
- A primeira vez foi um engano - ela murmurou. - A segunda, você não pode evitar. - Ela abriu os olhos e o viu se aproximar e parar a poucos centimetros do rosto dela - Desta vez...
- Foi totalmente premeditado. 

No texto abaixo eu realmente quero acreditar que a tradutora errou... sinceramente não creio que essa tenha sido a intenção do Renz... Sim, a gente percebe no texto todo uma fome pra lá de possessiva... mas não creio que ele quisesse feri-la, na minha humilde opinião, ele queria torna-la mais acessível... 

No entanto sei que esse trecho pode gerar muitas controvérsias.
Pra confirmar minha opinião, temos o fato de que na primeira vez do casal o Renz é totalmente altruísta, pensando apenas no prazer e na satisfação da Sophy.

Ele tinha amadurecido, e suas trangressões não eram nada perto do que fizera havia muito tempo atrás. Agora ele se mantinha dentro da lei. No entanto, essa mulher tão perfeitinha o provocava. Sua vontade era de violentá-la.
 Como todo Bad Boy... na verdade Renz Hall é muito carente:
- Quero sair daqui com você.
- Não mereço você.
- Merece, sim.
Ela o faria entender que o amava, de um jeito ou de outro. Ela o amava, mas não podia dizer isso mais uma vez. Para não pressioná-lo em dizer o mesmo. Talvez ele nunca conseguisse dizê-lo, mas não importava. Seu torturado guerreiro se expressava com gestos. E ele estava ali, e isso era o bastante.



sábado, 4 de fevereiro de 2012

Depois da Escuridão — Sidney Sheldon & Tilly Bagshawe

Postado por Lidy às 2/04/2012 12:51:00 PM 9 comentários
(After the Darkness — Record — 2010)



O que acontece quando uma mulher que teve tudo percebe que não tem mais nada a perder?

Grace Brookstein é a socialite mais querida dos Estados Unidos e leva uma vida de princesa. Até o dia em que o marido, gênio das finanças e administrador do fundo de hedge Quorum, sai para velekar e nunca mais volta. Enquanto lida com a tragédia, um escândalo envolvendo o Quorum irrompe: bilhões de dólares foram roubados de seus maiores investidores — trabalhadores americanos de classe média e baixa. Da noite para o dia, a vida de Grace se transforma. Todos os seus bens são confiscados e ela é acusada de fraude. Determinada a provar sua inocência, Grace Brookstein parte em uma jornada que revelará que ninguém à sua volta é digno de confiança.

Grace Brookstein veio de uma família rica; a mais nova de três irmãs, Grace se sentia confortável em se assumir no direito de ter tudo do bom e do melhor, de ser amada — começando pelo pai, cuja perda representou um trauma — por todos, do marido Lenny a uma série de anônimos. Tão ingênua que chega a ser irritantemente estúpida, o mundo Grace desaba quando o barco do marido desaparece durante uma tempestade. Depois disso, o caos: Grace é presa, condenada por fraude e pega prisão perpétua. Não apenas não tinha com quem contar — até mesmo seu advogado aceitou um suborno para deixá-la apodrecer na prisão.

Encontrando algumas poucas aliadas dentro da prisão, Grace logo descobre que passara a vida inteira rodeada de puxa-sacos, e que um deles podia ter matado seu marido. Desesperada, ela arma um plano de fuga e acaba conseguindo escapar.

Entra em cena Mitch Connors. Responsável por levar Grace de volta, ele precisa seguir os prováveis passos dela, com a ajuda de um detetive particular que tinha informações sobre o paradeiro dela. Mesmo querendo odiá-la, Mitch sente que alguma coisa está errada e pode ser que decida se aliar a ela na busca pela verdade e na tentativa de provar sua inocência. Mas não há mais nada de inocente em Grace — além de uma cega confiança em Lenny. Ela estava sozinha, deprimida e amarga, e disposta a procurar seus sabotadores e exigir vingança, mesmo que tivesse que se tornar uma assassina.

Minha opinião: 
Depois da Escuridão começa em ritmo lento. Tilly Bagshawe — que escreve como Sidney Sheldon desde 2007 — passa um longo tempo situando os personagens antes de alavancar a trama. Aliás, passa tempo demais. Já na primeira página é óbvio que todos ao redor de Grace e Lenny Brookstein são um bando de puxa-sacos interesseiros e subservientes. Todos sabiam disso. Menos Grace.

No começo, Grace é uma criatura inútil, fútil — sua única preocupação era organizar festas e bailes de caridade e gastar —, iludida, tola e infantil. Ela se deixa levar como um cachorrinho na coleira, sem nunca parar para pensar que precisa tomar as rédeas da própria vida. Até o casamento com Lenny, um homem muito mais velho, foi uma tentativa de resgatar a infância, utilizando-o como figura paterna para substituir o próprio pai, morto quando ela era criança. Porém, um ano depois, Grace estava diferente. Não era mais tão crédula ou fraca e queria se vingar. Ela sofre uma mudança radical — mata seu estuprador, toma uma substância abortiva, se vinga de um falso amigo que só queria lucrar para cima dela — e a cena me trouxe uma imagem hilária à cabeça! —, mata, intimida, assusta. Nada a ver com aquela criança boba do começo.

Mas, sinceramente, eu não estou nem aí para Grace. Foram necessárias mais de 150 páginas para ela crescer. O que eu quero mesmo é que Tilly Bagshawe encontre uma maneira satisfatória de trazer Mitch Connors em outro livro. Tal como um herói de romances, Mitch é generoso, gentil, numa incansável busca pela verdade — ainda que seja mais por estar apaixonado por Grace — com a vantagem de que reconhece que estava errado no início.

Então, Depois da Escuridão é um bom livro. Talvez um espinho para quem foi diretamente atingido pela crise financeira, ou para quem não goste de dramas, mas certamente vai satisfazer os pacientes, mártires e amantes de reviravoltas.

Ainda não sei se vou me arriscar a ler outro livro de Tilly Bagshawe — vai que todas as heroínas dela beirem a demência? —, mas sei que vou tentar se algum dia ouvir o nome Mitch Connors de novo.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Amante por Engano — Catherine George

Postado por Lidy às 2/02/2012 11:17:00 AM 0 comentários


(An Engagement of Convenience — 2000 — Julia 1087)

A atração era forte demais.

Quando Harriet aceitou se passar por Rosa, sua amiga, não imaginou que acabaria interpretando seu papel tão bem a ponto de levar o milionário Leo Fortinari a se sentir perdidamente apaixonado por ela.
Achando que Harriet fosse Rosa, Leo chegou a lhe propor um noivado de mentira, com a intenção de agradar sua avó doente.
Harriet não ousou contar que estava visitando a Itália no lugar da amiga, mas também achava que não teria coragem de enganar a amável avó de Léo. E ficar noiva dele seria desastroso. O desejo que sentia por Léo era imensamente perigoso, pois poderia fazê-la revelar seu disfarce e, pior, poderia levá-lo a descobrir que ela ainda era virgem!

A família de Harriet Foster precisava de dinheiro para pagar uma cirurgia da mãe dela, que era viúva. Por isso, quando Rosa Mostyn se oferece para pagar uma a cirurgia, a reforma da casa e uma enfermeira para a avó de Harriet, ela aceita se passar pela amiga de ascendência ítalo-escocesa durante um final de semana.

Juntas, Harriet e Rosa discutem os detalhes da viagem e dos membros da família, e Rosa instrui Harriet a manter distância do primo Leo, o culpado por seu exílio quando tinha dezessete anos.

Mas Leo não parecia disposto a se manter afastado de “Rosa” e não demorou muito para que Harriet percebesse que ele era mesmo um perigo, mas bem diferente do que Rosa temia.

Minha opinião:
Esse é um livro bem leve, que dá para a gente ler durante uma tarde e não ficar irritada. Está na lista dos “esquecíveis”, isto é, aqueles que a gente lê uma vez, esquece, e nada fica marcado — tanto que eu tinha lido antes, mandei pro sebo, e acabei achando e lendo de novo, só para perceber no fim que eu já tinha lido.

Talvez a única diferença seja que o mocinho italiano legítimo não seja um dos assessores de imprensa do diabo. Quer dizer, 99,9% dos homens mediterrâneos são o capeta em pessoa, mas Leo é um doce, apesar da desconfiança — deve ser algum gene que permite que um italiano fareje mentiras a quilômetros de distância. Harriet não fica com medo das provações, tenta manter a cabeça fria, mas o Leo deixa o sangue de qualquer uma bem quente. :D

Então, leia se quiser uma coisa bem light, nada complicado. É rápido e a gente nem vê o tempo passar. Só que eu achei a explicação para a semelhança entre Rosa e Harriet muito fácil. Enfim...

Ah, esse livro também faz parte de uma série sobre os habitantes de Pennington, o que me fez perguntar por que o 10º livro de uma série sobre o pessoal de uma cidade da Inglaterra se passa na Itália. Descobri isso no FictionDB e ainda não sei se os outros foram publicados aqui. Se forem, vou caçar, porque gosto do estilo leve que a Catherine George tem.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Romance proibido - Melanie Milburne

Postado por Rafaela às 1/28/2012 04:04:00 PM 3 comentários


Sinopse:

Um caso proibido...

Nina foi abandonada com um bebê nos braços, porém a criança não é seu filho! Sua maquiavélica irmã gêmea tentou dar o golpe do baú em um milionário, mas o destino pôs um fim trágico a seus planos diabólicos...

Vingança... e casamento!

Marc Marcello quer a guarda da menina. No entanto, confunde a pacata Nina com sua desonesta cunhada. E ela está decidida a proteger seu amado bebê a qualquer custo... mesmo que tenha de esconder a verdadeira identidade e aceitar um casamento de conveniência!


Minha Opinião:

Esse livro é bem legal.
Aliás como muitos livros que envolvem chantagem como tema, me dá uma raiva do chantageador (principalmente nesse tipo de caso quando o 'mocinho' ameaça tirar a guarda da criança da "mãe"), mas eu gosto rs. Principalmente quando eles sofrem depois, aí é a hora da desforra HAHAHAHA *risada maligna*.

O Marc começa o livro bem chato, mas entendesse os motivos de tanta revolta e ele muda bastante depois.
Mas nessa história quem com certeza me deu mais raiva ou melhor ÓDIO, foi a mãe biológica da criança, a Nadia, irmã gêmea da Nina. Ô mulherzinha, viu? Completamente intragável! ¬¬
Certamente desempenha super bem seu papel de vilã, sendo detestada até o fim.

A história é ótima, mesmo sendo uma fórmula simples: gêmea-sofre-na-mão-do-mocinho-que-pensa-que-ela-é-a-gêmea-má, que inclusive já foi até enredo de novela, (diga-se de passagem A Usurpadora é demais. Paola Bracho é diva! *--* hehehe) mas que em minha opinião sempre pode ser explorada de várias formas novas sem perder a força.
Um exemplo disso é o livro "A gêmea errada" da autora Rebecca Winters, que é lindo de morrer, totalmente emocionante!
Adoro essa temática de livros com gêmeos(as), acho muito cativante. Me prendem muita a atenção.
E Romance proibido não fica atrás.
Gêmeas + Mocinhos Italianos + chantagem + troca de identidade + vingança + perdão = TUDO DE BOM!
Bjs

PS.: É eu sei sou contradição, odeio a Nadia e acho a Paola diva. Vai entender... ^^ (hihihi!)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Promoções desse mês no CdM - (Janeiro)

Postado por Rafaela às 1/26/2012 09:18:00 PM 1 comentários
Participe das promoções do CdM e concorra a dois kits exclusivos de livros ótimos!

Clique nas imagens abaixo para participar!

Kit Beijada por um anjo 4 - Destinos Cruzados:


Até 05/02.


Kit Julieta Imortal:


Até 12/02.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Immortals after Dark — Kresley Cole

Postado por Lidy às 1/21/2012 07:59:00 PM 4 comentários
Uma série de mini-resenhas sobre a série, do primeiro livro ao décimo primeiro. :) Para ver as capas em alta resolução, é só clicar nas imagens.

1. The Warlord Wants Forever:
Nikolai Wroth está conquistando um castelo inimigo para seu Rei quando encontra a mulher que o faz viver de novo — literalmente. Cinco anos depois, ele a encontra e adquire o poder de controlá-la. Myst é a Valquíria considerada a mais linda e precisa esquecer algumas coisas — como o fato de ser uma matadora de vampiros — antes de se arriscar a um futuro com Nikolai.

Nikolai é responsável, cavalheiro e sensível, mas também é mandão e autoritário. Eu amo! Myst é louca, serelepe e precisa urgentemente de alguém que a faça controlar seu lado mais selvagem. Entra em cena o vampirão. Affff!

2. A Hunger like no Other:
Emmaline Troy viajou a Paris para encontrar informações sobre os pais, mas acaba encontrando o rei dos Lykae, que passou os últimos 150 anos sendo torturado a mando do Rei da Horda. Lachlain procurou sua parceira por mil anos, e estava decidido a possuí-la de uma forma ou de outra, mesmo que ela fosse parte vampira, parte Valquíria e relutasse em ver que pertencia a ele.

Lachlain é perfeito para quem gosta de macho alfa de carteirinha, torturado, dominador e possessivo — como eu, mesmo que às vezes eu tenha tido vontade de dar uns murros nele. Emmaline começa covarde, medrosa e insegura, mas quando percebe que essa atitude não ajudava em nada, ela faz o que pode para mudar. Infelizmente, sobra para Lachlain. hehehehe

3. No Rest for the Wicked:
Kaderin foi despachada para a Rússia para matar um vampiro e adicionar suas presas à sua longa coleção. O que ela não esperava era a) que ele aceitasse a morte sem lutar, b) ser sua Noiva, c) ter um sanguessuga disposto a conquistá-la a qualquer custo. Sebastian faria qualquer coisa para provar a Kaderin que se importava, até vencer para ela o Talisman’s Hie, uma competição imortal que Kaderin estava acostumada a vencer cujo prêmio seria uma chave que abria os portais do tempo e poderia ser usada para trazer os mortos de volta.

Sebastian é uma graça — cavalheiro, gentil, tímido (amo quando eles são assim!) e muito decidido. Ele sabe que não ama Kaderin no começo, mas está disposto a tentar, e usa de todos os meios possíveis para descobrir o que pode sobre ela. Ele é totalmente aquele tipo de homem que manda flores sem razão nenhuma e abre a porta do carro para a gente entrar. Kaderin dá um novo significado à palavra ‘apática’, já que não pode sentir nada. Mas Kresley Cole faz um excelente trabalho ao passar para o papel as emoções que ela achava que devia estar sentindo, então, não torcer para ela e Sebastian é impossível.

4. Wicked Deeds on a Winter’s Night:
Bowen MacRieve e Mariketa também queriam vencer o Talisman’s Hie — ele porque queria trazer a parceira de volta, ela porque seria uma fonte de poder extra para as Bruxas. Exceto que Bowen e ela não se bicam, ele a tira da competição e ela o amaldiçoa... Além de descobrir como exatamente a morte de seus pais estava relacionada à da amada de Bowen.

Bowen é o clássico homem torturado que perdeu a mulher amada e não consegue parar de pensar nela; a diferença é que ele é um lobisomem de escocês de alguns milhares de anos. Ele é protetor, decidido, mandão, possessivo, um pouquinho selvagem e um grande cabeça-dura. Ainda bem que Mariketa, mesmo tão jovem, consegue fazê-lo comer na palma da mão dela. Ela não leva desaforo para casa e não perde tempo ao exigir dele tudo que ele deve dar, e não apenas o que ele quer.

5. Dark Needs at Night’s Edge:
Néomi Laress foi assassinada há 80 anos e se tornou um fantasma cuja única diversão era assombrar sua antiga mansão, que agora era a prisão de um vampiro enlouquecido e olhos vermelhos. Os irmãos de Conrad o aprisionaram contra sua vontade a fim de forçá-lo a recuperar a sanidade e sair da lista de ‘para matar’ do Rei Kristoff. Essa é a chance perfeita para que a fantasma e o vampiro se conheçam melhor e desenvolvam uma relação mais baseada na afeição e no respeito. Pelo menos até Conrad cometer um erro terrível e se arrepender.

Conrad começa louco, insensível, com sede de sangue e vingança, incapaz de se controlar, repleto de ódio e maldade. E eu me apaixonei por ele. Quando ele e Néomi se conhecem, tudo isso deixa de ser importante e ele assume a pose de cavalheiro na armadura de prata, atencioso, gentil, ardente e apaixonado — mas ainda dá um surto ou outro de vez em quando. Néomi é engraçada, astuta, sagaz, e já se acostumou a ser um fantasma, apesar de ainda não ter conseguido gostar disso. Ela se prontifica a ajudar Conrad a adquirir controle e se livrar da sede de sangue, e consegue seduzi-lo sem fazer virtualmente nada. Pessoalmente, acho esse um dos livros mais românticos da série.

6. Dark Desires after Dusk:
Holly Ashwin viveu durante vinte anos em meio a humanos sem saber que era uma meio-Valquíria com TOC. Uma noite, ao ser seqüestrada por um grupo de demônios e resgatada por Cadeon, ela aprende tudo sobre destino de dar à luz um filho que lutaria pelo bem ou pelo mal dependendo do pai. Aos poucos, ela e o demônio depravado se apaixonam e Cade promete levá-la a um feiticeiro que poderia reverter a mudança... Mas era na verdade o único que podia ajudar o irmão de Cade a recuperar o trono perdido, e exigia Holly como pagamento.

Cade é o irmão pervertido, devassado, tipo um daqueles nobres saidinhos da época da Regência, e adora cada momento disso. Ele guarda a culpa pela perda do trono do irmão e aprendeu da maneira mais difícil que tudo que aconteceu desde então era sua culpa, por isso, fará o que puder para ajudá-lo. Holly é obsessiva, puritana, neurótica e genial. Ver como duas criaturas tão diferentes podem ficar juntas e se apaixonar é muito interessante.

7. Kiss of a Demon King
Sabine, Rainha das Ilusões, estava destinada a ter um filho com o Rei Rydstrom, deposto pelo irmão dela, um feiticeiro do mal que cobiçava o poder de um artefato guardado no reino dos demônios da raiva. Para piorar as coisas, Sabine e a irmã eram envenenadas todos os dias e alimentadas com o antídoto a fim de evitarem uma traição. Rydstrom estava disposto a qualquer coisa para conseguir seu reino de volta, mas o que ele faria quando fosse obrigado a escolher entre a coroa perdida e sua rainha?

Rydstrom é calmo, dado a ponderar, quietinho, e Deus me livre ver esse homem perdendo o controle. Mais ainda, tenho pena da Sabine, que ocasionou essa perda. Ela é bem bitchy mesmo, tem o coração gelado, é má, e se deixar, amarra o homem na cama pra usar o corpinho delicioso dele sem dó nem piedade... E o que ele faz quando se liberta? Retribui o favor, ué!

8. Deep Kiss of Winter: Untouchable
Murdoch estava ajudando o irmão a buscar a Noiva fugitiva, certo de que era melhor ficar solteiro, até resgatar uma Valquíria da morte certa. Daniela era diferente das irmãs em tudo — ela estava disposta a viver com ele, apesar de não conseguir entender como sua pele gelada poderia suportar o contato com a dele. Mas ainda havia outra dúvida: como um casal tão improvável — a princesa de gelo e o sanguessuga — poderia viver junto sem causar a morte um do outro?

Murdoch é um ex-mulherengo — a pipa do vovô não sobe mais depois que um homem vira vampiro. Ô dó! — que adora batalhas, é machista, devotado ao irmão, mas que não dá a mínima para a causa de Kristoff. Quando conhece Danii, percebe que era um idiota que não sabia nada sobre mulheres, além de fisiologia feminina. Ela é mais sensível que as outras Valquírias, justamente por não poder ser tocada — literalmente — e anseia por manter contato com outro ser, mas sabe que nem por isso vai agüentar desaforo e repetidas vezes deixa isso bem claro, mas ele sempre volta com o rabinho entre as pernas e pedindo desculpa.

9. Pleasure of a Dark Prince
Lucia fora enganada por um deus e se casou com ele. Tarde demais, ela percebeu que apenas o rosto de Crouch era de um anjo, que sob a capa de beleza se escondia um monstro — literalmente. O engano quase a levou a morte, mas em troca de um voto de castidade, ela viveu, fadada a ser carcereira de Crouch, que tentaria sair da prisão a cada 500 anos. O príncipe dos Lykae, Garreth, faria o que pudesse para ajudar Lucia naquela missão misteriosa, mesmo que ele não entendesse como ela se enfiara naquela situação e porque não manter um relacionamento físico era tão importante. E tudo fica mais perigoso quando Lothaire os persegue...

Garreth é como todos os outros lobos até agora — mandão, possessivo, ciumento, autoritário, mas com a diferença de que ele deixa Lucia comandar o ritmo. Ele sabe que é importante que ela o queira, e que forçá-la não vai dar em nada. Desde o começo, ele deixa claro que faria tudo por ela, mesmo que isso o levasse dessa pra pior. Ela é reservada, calada, ponderada, a única Valquíria que não se dá a ataques de ira ao menor sinal de briga. Só que há um lado dela que gosta de atenção — principalmente se vier de um lobisomem de 1,90m —, mas sabe que não pode ignorar o dever, mesmo que isso complique o relacionamento com Garreth.

10. Demon from the Dark
Carrow foi seqüestrada pela Ordem e coagida a buscar o demoníaco vampiro Malkom do inferno a fim de ser estudado, sob a desculpa de ser libertada com a pequena Ruby. Ela vai, mas ao chegar, descobre que além de parceira para a parte demônio, também era Noiva da parte vampiro. Malkom estava animado por finalmente estar apto a, hum, conhecer uma mulher intimamente, e não demora muito para que Carrow e ele se apaixonem. No entanto, quando ela o trai e entrega a Ordem, ele jura que nada o impedirá de se vingar, ainda que esteja totalmente apaixonado.

Malkom sofreu todo tipo de traições e tortura, e mesmo com 400 anos, ainda se sente envergonhado por isso. No entanto, isso não muda o fato de que há um lado dele que precisa de amor, que é carinhoso e protetor, que anseia por confiar em alguém que o respeite. Carrow é uma bad girl incompreendida, disposta a não permitir que uma menininha inocente sofra o mesmo descaso que ela. Ela tem que entregar Malkom, traí-lo, e isso a deixa doente, mas mesmo quando ele promete matá-la, ela jura que fará o que puder para salvá-lo. Outro caso de opostos que se atraem — e são perfeitos um para o outro.
PS: Ruby, a prima de Carrow, é uma fofa. Achei super cute-cute os momentos dela com o Malkom e o modo como eles foram, aos poucos, desenvolvendo uma relação.

11. Dreams of a Dark Warrior
Regin também é seqüestrada pela Ordem e seu captor era ninguém menos que a 5ª reencarnação de Aidan, por quem se apaixonou mil anos antes. Como se a maldição de Aidan não fosse o bastante, Declan ele parecia disposto a destruir todos os imortais — inclusive Regin. A família dele foi brutalmente assassinada por imortais, e desde a adolescência, ele não tem feito nada além de lutar pelo extermínio de todos os monstros. Entre o fato de ele querê-la morta e a maldição, como eles poderiam ter um futuro juntos?

Declan é torturado — e tem marcas físicas e emocionais para provar —, mas também é irritante, pomposo, insensível e frio. Ainda bem que Regin está lá para guiá-lo. Ela é brincalhona, irônica, sagaz e osso duro de roer, nunca entrega os pontos e não leva desaforo de ninguém. Se sente culpada pelas sucessivas mortes de Aidan, e, mesmo apaixonada, percebe que não precisava aceitar todas as humilhações de Declan — isto é, Valquíria com raiva mode on. Aos poucos, ambos vão trabalhando as diferenças e Declan vai procurando meios de se desculpar, apesar de que, como ele pode perceber, é preciso muito mais que um “sinto muito” para apagar o mal que fez a ela.

12. Lothaire
 

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